Visando as vendas de fim de ano, a rede vai inaugurar, em agosto, seu terceiro centro de distribuição exclusivo para o e-commerce no País. O comércio eletrônico da empresa cresceu 60% em 2011 e terá, após a inauguração, sua capacidade de armazenamento ampliada em 50%.
O Walmart informa ainda que contratou mais de 200 pessoas para trabalhar no local. Além disso, adquiriu caminhões e carretas, para evitar a dependência das empresas de entrega.
Fonte: Supermercado Moderno
Novo centro de distribuição em Confins (MG) e gestão interna da operação estão nos planos da varejista, que deve vender 60% mais.
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Flávio Dias - Diretor do Ecommerce do Walmart |
Dias faz mistério quanto aos próximos passos da operação, mas o Brasil Econômico apurou que a companhia está montando um depósito de 25 mil metros quadrados em Confins, Minas Gerais.
O espaço concentrará produtos de grande porte, como geladeiras e, apesar da distância de São Paulo, onde a varejista concentra boa parte de suas vendas, proporcionará um significativo ganho fiscal ao Walmart.
Atualmente, duas são as empresas responsáveis por todos os passos da operação de seus centros de distribuição dedicados ao comércio eletrônico. Mas está nos planos da companhia romper com estes parceiros e trazer a gestão para dentro de casa.

Na visão de Dias, a operação dos centros de distribuição é a única parte do negócio que merece ser gerenciada internamente.
"Não compensa, por exemplo, trazer o call center para dentro do Walmart. Já a área de tecnologia funciona em um sistema híbrido, com funcionários nossos e empresas terceirizadas", afirma.
Atualmente, o varejista trabalha com 70 mil produtos distribuídos em 21 categorias. Quando o comércio eletrônico entrou no ar, em outubro de 2008, eram 11 categorias e 10 mil produtos. Itens de papelaria estão entre as mais recentes novidades incluídas no mix da varejista, que estuda a venda on-line de remédios.
Desafios
No final do ano passado, o comércio eletrônico, de uma maneira geral, passou por dificuldades. Falta de estrutura das transportadoras, implantação do sistema de nota fiscal eletrônica, além de um forte aumento nas vendas levaram algumas varejistas a atrasar a entrega dos produtos.
Para driblar a deficiência das transportadoras, o Walmart pretende ampliar as parcerias. "Em vez de trabalharmos com as quatro maiores empresas, que prestam serviços para quase todo o mercado, vamos procurar mais opções", afirma.
Apesar das dificuldades, o comércio eletrônico brasileiro não para de crescer. O Walmart espera vendas 60% maiores em 2011 em relação ao ano passado. A previsão é que o segmento fature R$ 20 bilhões nesse ano, alta nominal de 30% na comparação com 2010, de acordo com a E-bit, empresa especializada em informações de e-commerce.
Somente o primeiro semestre deve ser responsável por uma receita de quase R$ 9 bilhões. Caso a cifra se confirme - a E-bit ainda está apurando os dados - o total vendido no período será superior a receita de todo o ano de 2008, cerca de R$ 8,2 bilhões. Em 2010, eletrodomésticos e livros estiveram entre as categorias mais vendidas.
Por: Cintia Esteves
Fonte: BrasilEconômico